domingo, 25 de outubro de 2026
SAÚDE

Saúde no calor: cuidados importantes para a população do Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, a população deve reforçar os cuidados com hidratação, exposição ao sol, atividades físicas e proteção de crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas durante os períodos de calor intenso.

Os períodos de calor intenso exigem atenção redobrada da população do Rio Grande do Norte. A exposição prolongada a altas temperaturas pode provocar desidratação, cansaço, queda de pressão, insolação e agravamento de doenças crônicas. Em situações mais graves, o calor pode comprometer órgãos vitais e exigir atendimento médico imediato.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter a hidratação ao longo do dia, evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes, usar roupas leves e observar com cuidado crianças, pessoas idosas, gestantes e indivíduos com doenças cardíacas, respiratórias, renais ou circulatórias.

As orientações abaixo são baseadas em recomendações do Ministério da Saúde e devem ser adaptadas às condições de saúde de cada pessoa. Quem faz tratamento contínuo não deve alterar medicamentos por conta própria.

Por que o calor pode afetar a saúde

Em ambientes muito quentes, o corpo aumenta a produção de suor para regular a temperatura. Quando a perda de líquidos não é compensada, pode ocorrer desidratação. O risco aumenta quando há exposição prolongada ao sol, atividade física intensa, consumo de bebidas alcoólicas ou presença de vômitos e diarreia.

O calor também pode sobrecarregar o coração e o sistema respiratório. Pessoas com doenças crônicas podem apresentar piora dos sintomas, principalmente quando permanecem em locais abafados ou realizam esforço físico durante os horários de maior temperatura.

A chamada insolação é uma condição grave relacionada à exposição excessiva ao sol e ao calor. Segundo o Ministério da Saúde, ela ocorre quando o organismo perde a capacidade de controlar a própria temperatura. O quadro pode evoluir rapidamente e causar danos ao cérebro, coração, rins e músculos.

Hidratação deve ser frequente

A principal medida de prevenção é beber líquidos regularmente, mesmo quando não há sensação de sede. A água deve ser priorizada ao longo do dia. Sucos naturais e água de coco também podem fazer parte da hidratação, desde que sejam adequados à condição de saúde da pessoa.

O guia do Ministério da Saúde apresenta 2 litros por dia como referência mínima geral para adultos, mas a necessidade pode variar conforme idade, peso, atividade física, alimentação, temperatura e doenças existentes. Pessoas com restrição de líquidos por orientação médica devem seguir a recomendação do profissional que acompanha o tratamento.

Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, porque podem favorecer a desidratação. Também é importante não usar bebidas muito açucaradas como principal fonte de líquidos. Em caso de vômitos ou diarreia, a pessoa deve aumentar a ingestão de líquidos e procurar orientação de um serviço de saúde sobre o uso de sais de reidratação oral.

Alguns sinais indicam que o organismo pode estar perdendo mais líquido do que consegue repor. Entre eles estão boca seca, redução da urina, dor de cabeça, tontura, fraqueza, náusea, cansaço incomum e confusão mental. Esses sintomas exigem atenção, especialmente em crianças e idosos.

Como reduzir a exposição ao sol

Atividades ao ar livre devem ser planejadas, sempre que possível, para o início da manhã ou o fim da tarde. Nos períodos mais quentes, é recomendável permanecer em locais com sombra, ventilação ou climatização e reduzir o tempo de exposição direta ao sol.

Roupas leves, largas e de cores claras ajudam no conforto térmico. Chapéus, bonés, óculos de sol e guarda-sóis podem complementar a proteção. O uso de protetor solar é importante para reduzir os danos causados pela radiação ultravioleta, mas não substitui a busca por sombra nem o uso de roupas adequadas.

Quem trabalha ou precisa permanecer ao ar livre deve fazer pausas regulares em locais frescos, beber água com frequência e evitar esforço excessivo nos horários de maior calor. Empresas e responsáveis por atividades externas devem observar as condições ambientais e adotar medidas para proteger os trabalhadores.

Cuidados dentro de casa

Para melhorar o conforto térmico, é possível abrir janelas no início da manhã e à noite, quando o ar estiver mais fresco. Durante o período mais quente, cortinas, persianas ou outros recursos podem ajudar a reduzir a entrada direta de calor pelas janelas.

Ventiladores, climatizadores e aparelhos de ar-condicionado podem ser utilizados quando disponíveis. Em ambientes fechados, é importante manter a circulação de ar e evitar a permanência prolongada em cômodos muito quentes ou sem ventilação.

Banhos com água fresca podem ajudar a aliviar o calor. Também é possível usar panos úmidos com água fresca nos punhos, no rosto e na parte posterior do pescoço. Pessoas com limitações físicas ou doenças devem receber ajuda de familiares ou cuidadores para se refrescar com segurança.

Crianças, idosos e gestantes precisam de atenção especial

Crianças pequenas podem não perceber ou comunicar adequadamente que estão com sede ou passando mal. Por isso, adultos devem oferecer líquidos com frequência, evitar a exposição direta ao sol e observar mudanças de comportamento, sonolência excessiva, irritabilidade, fraqueza ou redução da urina.

Bebês em aleitamento materno devem continuar mamando conforme a orientação de saúde. Quando houver vômitos ou diarreia, a família deve buscar orientação profissional para definir a melhor forma de hidratação. Não é recomendado oferecer medicamentos ou soluções caseiras sem indicação adequada.

Pessoas idosas também podem sentir menos sede e, por isso, podem se desidratar sem perceber. Familiares, vizinhos e cuidadores devem verificar regularmente se a pessoa está bebendo líquidos, se o ambiente está ventilado e se surgiram sintomas como tontura, fraqueza, confusão, dor de cabeça ou desmaio.

Gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos que utilizam vários medicamentos também devem receber atenção especial. Alguns remédios podem alterar a resposta do organismo ao calor ou a eliminação de líquidos. A prescrição não deve ser interrompida ou modificada sem avaliação de um profissional de saúde.

Atividade física exige planejamento

A prática de exercícios deve ser reduzida ou reorganizada nos horários de maior calor. O ideal é escolher períodos mais frescos, fazer pausas e manter a ingestão de água. Exercícios intensos em ambientes quentes podem acelerar a perda de líquidos e aumentar o risco de mal-estar.

Se surgirem cãibras, tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça ou sensação de desmaio, a atividade deve ser interrompida. A pessoa deve ser levada para um local fresco, descansar e receber líquidos se estiver consciente e conseguir engolir.

Como reconhecer uma situação de emergência

Os sinais de maior gravidade incluem confusão mental, alteração do nível de consciência, convulsão, desmaio, dificuldade para respirar, fraqueza intensa, pele muito quente e temperatura corporal elevada. A ausência de suor não deve ser usada sozinha para descartar um problema grave.

Em caso de suspeita de insolação ou agravamento rápido, é necessário buscar atendimento de urgência. Enquanto o socorro não chega, a orientação é retirar a pessoa do sol, levá-la para um local fresco e ventilado, remover o excesso de roupas e resfriar o corpo gradualmente com água fresca ou panos úmidos.

Se a pessoa estiver consciente e conseguir engolir, podem ser oferecidos líquidos não alcoólicos. Não se deve dar líquidos a alguém desacordado, convulsionando ou com dificuldade para engolir. Nessas situações, a população deve acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.

Alimentação e conservação dos alimentos

Durante os dias quentes, refeições leves, com frutas, verduras e outros alimentos frescos, podem facilitar a digestão. Também é necessário redobrar a atenção com a conservação dos alimentos, principalmente os que contêm leite, ovos, carnes, peixes e maionese.

Alimentos que precisam de refrigeração não devem permanecer por longos períodos fora da geladeira. As mãos, utensílios e superfícies usadas no preparo devem ser higienizados. Em caso de vômitos, diarreia ou dor abdominal após o consumo de algum alimento, a pessoa deve reforçar a hidratação e procurar atendimento se os sintomas forem intensos, persistentes ou acompanhados de sinais de desidratação.

Calor e doenças respiratórias

Em períodos de calor, poeira, fumaça e baixa umidade podem irritar as vias respiratórias. Pessoas com asma, bronquite, rinite ou outras doenças respiratórias devem acompanhar os sintomas e evitar atividades ao ar livre quando a qualidade do ar estiver ruim.

Manter a hidratação, limpar os ambientes e evitar fumaça de cigarro, queimadas e outros poluentes pode ajudar a reduzir o desconforto. Falta de ar, dor no peito, lábios arroxeados ou piora importante da respiração exigem atendimento imediato.

Onde buscar ajuda

Em situações que não sejam emergenciais, a população pode procurar a Unidade Básica de Saúde de referência para avaliação e orientação. Em casos graves, o atendimento deve ser solicitado pelo SAMU, no número 192, ou realizado em uma unidade de urgência.

Também é importante acompanhar os avisos meteorológicos e as orientações das autoridades de saúde. O Instituto Nacional de Meteorologia disponibiliza informações sobre previsão do tempo e alertas. A adoção de medidas simples, como beber água regularmente, evitar o sol forte e observar pessoas mais vulneráveis, ajuda a reduzir os riscos à saúde durante o calor no Rio Grande do Norte.